IBM apresenta memória 100 vezes mais rápida que flash

Vários grupos de pesquisadores vêm trabalhando com afinco nas memórias de mudança de fase, ou PCM (Phase Change Memory).

Como as memórias flash usadas em virtualmente todos os eletrônicos portáteis, as memórias PCM não perdem os dados quando desligadas - com a vantagem de consumir menos energia e ter potencial para serem muito mais rápidas.
O chip de memória de mudança de fase com 200.000 células, fabricado com tecnologia CMOS de 90 nanômetros, guarda até quatro bits por célula. [Imagem: IBM/Michael Lowry]
Agora, pela primeira vez, cientistas da IBM conseguiram armazenar múltiplos bits em uma mesma célula PCM, de forma confiável e duradoura.
  • Deriva de resistência
Os cientistas da IBM em Zurique, na Suíça, usaram avançadas técnicas de modulação para contornar o problema da chamada deriva de resistência nas células de memória PCM.
Esse problema faz com que os níveis de resistência armazenados mudem ao longo do tempo, o que gera erros de leitura.
Até agora, a retenção de dados confiável só havia sido demonstrada para um único bit por célula PCM.
Na prática, o avanço consiste na utilização de um software para corrigir os erros, que continuam ocorrendo.
  • Múltiplos bits por célula
Como seu nome indica, uma memória de mudança de fase armazena os bits pela alteração de fase - amorfa ou cristalina - do material usado em sua construção, uma liga de vários elementos.
Esse material é colocado entre dois eletrodos. A mudança de fase, e sua reversão, é induzida pela aplicação de uma tensão ou de pulsos de corrente de diferentes intensidades.
Dependendo da tensão, mais ou menos material entre os eletrodos é submetido à mudança de fase, o que afeta diretamente a resistência da célula.
Os cientistas exploraram esse aspecto para guardar não apenas um bit, mas vários bits por célula.
Usando quatro níveis de resistência distintos foi possível armazenar as combinações de bits "00", "01", "10" e "11".
Usando os dois melhoramentos, os cientistas da IBM conseguiram anular a deriva de resistência e demonstrar a retenção a longo prazo dos bits armazenados em um chip com 200.000 células PCM, fabricado com tecnologia CMOS de 90 nanômetros.
  • Memória 100 vezes mais rápida
Há muito se procura uma tecnologia de memória universal, não-volátil - que não perde dados quando a energia é desligada - com um desempenho superior à flash, a tecnologia de memória não-volátil mais usada hoje.
Isto permitirá que os computadores inicializem instantaneamente, além de melhorar significativamente o desempenho global dos sistemas de TI.
A memória PCM é um dos candidatos nessa corrida, bastante promissora por ser capaz de gravar e recuperar dados 100 vezes mais rápido do que as memórias flash.
Outra vantagem é que as memórias PCM são muito mais resistentes do que as flash, podendo suportar pelo menos 10 milhões de ciclos de escrita, em comparação 30.000 ciclos das flash de categoria empresarial ou 3.000 ciclos das flash de categoria consumidor, como as que equipam câmeras fotográficas e pendrives.
Enquanto 3.000 ciclos supera a vida útil de muitos equipamentos eletrônicos de consumo, 30.000 ciclos é muito pouco para aplicações empresariais.
Os pesquisadores estimam que as memórias PCM poderão estar no mercado dentro de cinco anos.

Postado por: Patricia Fernandes
Fonte: Inovação Tecnológica

Coisas que estão sendo ameaçadas pelas novas tecnologias

Tablets, smartphones, GPS, caixas eletrônicos,... a inclusão dessas novas tecnologias no nosso cotidiano só nos trouxe benefícios. Mas enquanto adotamos esses novos costumes, seja para agilizar ou apenas melhorar o nosso dia a dia, o jeito antigo de fazer as coisas começa a desaparecer lentamente.
Pelo menos foi isso o que aconteceu com os botões para trocar canal na televisão, depois do controle remoto; com as moringas, substituídas por refrigeradores; ou com os portões fechados à corrente e cadeado, após a popularização dos portões automáticos.
Como você pode notar, muitos deles ainda existem e são usados, mas seus substitutos já estão aí no mercado, fazendo muito mais sucesso - e fornecendo muito mais conforto e praticidade para as pessoas. Mas você já parou para imaginar o que, em breve, pode começar a cair em desuso? O TechTudo fez uma lista com 11 coisas que certamente terão seu uso reduzido em um futuro bem próximo. Confira abaixo, algumas exemplos:

Fila de banco
Já é possível fazer praticamente todas as operações que você faz nos caixas eletrônicos via Internet. Basta acessar o site do banco, usando sua senha, para pagar suas contas, ver seus extratos, mexer na poupança, tirar dúvidas com atendentes, dentre várias outras coisas. Só ainda não acharam uma solução pra sacar dinheiro, apesar de que, em alguns países, existe um sistema no qual você pode sacar dinheiro em qualquer estabelecimento comercial.
 
Se perder
Assim como praticamente todos os veículos possuem player de música, a tendência é que o GPS também se torne um acessório comum. Claro... até hoje ainda existem aqueles guias de ruas grandões, mas o fato de eles serem limitados geograficamente (por cidade ou estado), o desgaste natural e, é claro, a falta de recursos como o de desenhar o percurso pra você, verificando se tem trânsito no caminho e procurando rotas alternativas, certamente darão um fim aos guias (e ao fato de você sair por aí perguntando como chegar nos lugares)

Cadernos de estudo
Ir para uma sala de aula e ter que copiar no seu caderno as matérias desenhadas e detalhadas pelo professor no quadro negro, definitivamente já estão com os dias contados. Com um tablet à mão, você pode simplesmente receber o arquivo do material do professor, acompanhar as aulas com demonstrações animadas, fazer trabalhos em grupo e, inclusive, tirar suas dúvidas via Internet. Claro que haverá suas desvantagens, mas a tendência é inevitável.

Veja a reportagen completa em G1
Postado por Thaiza Rocha 

Calor humano aquece estação de trem na Suécia

      Calor humano é convertido em energia para estação de trem




         Tubos instalados na estação de trem de Estocolmo levam ar aquecido pelos pulmões dos passageiros até a central de calefação, no subsolo do prédio. Lá, o ar passa por um radiador que converte o calor humano em energia.


         A Suécia tem investido esforço e dinheiro em alternativas energéticas.
         Um lugar onde todo mundo tem pressa, onde uma corrida pode garantir o embarque no próximo trem, onde todos se esforçam para não se atrasar. Um ambiente sempre lotado de gente vibrante e calorosa.
         São 250 mil passageiros que circulam, em média, por dia na Estação Central de Estocolmo. A companhia que administra a rede ferroviária da Suécia fez as contas e descobriu que todos eles juntos produzem 130 metros cúbicos de ar quente a cada respirada, verdadeiro calor humano que era desperdiçado.
         Depois que a companhia criou um sistema para utilizar essa energia toda, passou a economizar até 25% na conta de luz e gás. Tubos instalados no forro da estação levam o ar aquecido pelos pulmões dos passageiros até a central de calefação, no subsolo do prédio. Lá, o ar passa por um radiador que converte o calor humano em energia.
        O sistema também aproveita o calor das máquinas que permanentemente renovam o ar da estação. No total, 70°C, o suficiente para garantir água quente nas torneiras e no sistema de aquecimento central que funciona no inverno.
        Os passageiros gostaram da novidade: “Dá até vontade de respirar mais”, brinca um homem.
        Segundo a companhia, o sistema custou o equivalente a R$ 50 mil e se paga em menos de um ano.Estações e aeroportos de toda a Europa já estudam a implantação de projetos semelhantes para aproveitar a energia natural e gratuita produzida pelos passageiros.

           
           Essa tecnologia não só diminui os custos da estação mas também usufrui de uma energia natural,não prejudicial ao meio ambiente.       

              Postado por : Viviane Lima
              Fonte : Jornal Nacional